No outro dia fui a um supermercado algures no Ribatejo. Achei interessantes algumas coisas que ouvi por lá:
Na fila para pagar encontravam-se dois homens, um deles estava a terminar o pagamento e o outro esperava para pagar uma embalagem de óleo para motores.
O primeiro olha para o óleo e comenta:
- Ahhhh!! Vieste de tratoriii!!
Mais a frente, encontrava-se um homem com os seus 70 anos sentado num banco e por si passa um homem de pele gasta e queimada pelo sol, blusão de cabedal e muitas rugas para a idade que aparentava ter (cerca de 60 anos) pele gasta por uma vida a vender em feiras e mercados, como mais tarde percebi por algo que ouvi.
Este homem passa pelo que está sentado no banco e diz:
- Tão? Vai ou na vai?
- Tem d'iri. - responde o outro.
O primeiro encolhe os ombros e continua a andar.
Numa tentativa de um contacto um pouco mais prolongado, o outro continua:
- Na vai como a gente quer...
Ao que o outro encolhe os ombros e continua a andar respondendo:
- Pois...
Esta é uma versão ribatejana para algo que se diz quase todos os dias : O típico "Está tudo bem?" .
É interessante esta forma que a sociedade inventou para dizer olá de um modo mais original, perguntando se está tudo bem quando normalmente na realidade se está nas tintas para a resposta. Mais giro é quando quem responde, também responde com a mesma pergunta: "Está tudo bem?" e depois segue-se caminho!! A resposta fica por dar, mas também não importa!
Há outra expressão que se diz nesta zona ribatejana: "Tas bom ou não queres dizer?"
Ora:
Ou tas bom ou não tas bom...
Ou queres dizer ou não...
Agora, tas bom ou não queres dizer.... Não é Nada!! LOL Mas ouve-se quase todos os dias! E tem cá uma piada!!
Porque as pequenas distracções por vezes escondem outras grandes atenções. Porque por trás de um olhar atento pode estar um pensamento disperso.
sábado, 3 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ser empreendedor é realizar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...
(Cury, 2004)
terça-feira, 11 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Em busca de ideias.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Preconceitos

Por vezes temos tendência a generalizar a partir do comportamento de alguém, para a sua classe, raça, estatuto etc. Talvez por ser mais fácil, categorizar as pessoas em classes do que ter o trabalho de analizar cada pessoa pela sua específicidade.
Assim baseados nessas ideias pré-concebidas que por vezes nem fomos nós que as formulámos, mas sim, aceitámos, rotulamos todos aqueles que conhecermos pertencentes a determinados grupos.
E quando é connosco? Quando é o nosso grupo social, estatura, altura, nacionalidade ou raça que está na berlinda? O que pensariam se fossem a um pais onde predominam loirissimos e fossem discriminados por serem morenos? O que sentiriam se fossem a um país onde os portugueses tenham uma história de imigração e vos olhassem de forma diferente, só porque eram daquela nacionalidade?
Neste exercício (imagem) , constavam pessoas de todas as nacionalidades que se encontram escritas. Cada elemento tinha de colar nas costas dos outros, estereotipos e preconceitos que tinham sobre as outras nacionalidades, não me lembro ao certo de tudo o que escreveram para os tugas mas pelo menos constavam estas:
- Preguiçosos
- Ciganos
- Barulhentos
- Pobres
- Sempre atrasados
E que tal? ;)
Não há nada como ver o que cada um é por aquilo que ele vale, pondo de parte ideias pré-formadas. Não há nada como nos deixarmos surpreender com o que cada pessoa tem para nos mostrar de sí.
domingo, 19 de outubro de 2008
Ventos que limpam e constroem

Se um remoinho pode adivinhar uma tempestade, será que uma tempestade na nossa vida pode trazer o sol ?
Não me parece um silogismo com lógica, qualquer professor de filosofia me reprovaria caso lhe apresentasse tal coisa nas tão longinquas aulas de 11 ano onde tinha sempre os silogismos certos (xiiiuuu).
Isto também não seria exactamente um silogismo, um (mais) (in) correcto seria qualquer coisa como:
Se um remoinho pode adivinhar uma tempestade
Se depois da tempestade pode vir o sol
Então um remoinho pode adivinhar o sol.
Por vezes aquilo que é chato ou stressante pode agravar, mas também se nos mantivessemos sempre na rotina, na inercia, no quotidiano, nunca evoluiriamos.
A tempestade destroi, mas o homem ve-se obrigado a (re) construir e reformular depois!
Por vezes é necessário que passe um furacão pelas nossas vidas para percebermos que há muito que deixavamos os dias arrastarem-se, que cada dia servia para esperar o outro e que isso não é viver.
Não posso deixar de reflectir sobre alguém que conheço e que neste momento está no meio do furacão. Mas ela ainda não teve tempo para limpar os estragos e começar a reconstruir. Ainda não se conseguiu por de fora da situação, num espaço abrigado e analisar tudo o que se passou, reflectindo sobre o que lhe pode trazer de bom, tantas coisas más que se passaram, nem que seja na sua forma de encarar a vida e de viver.
Quando as poeiras acentarem, concerteza que se vai tornar uma pessoa melhor e mais feliz. Sem dúvida!!
Cá estarei para aplaudir!!
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