terça-feira, 25 de novembro de 2008



Ser empreendedor é realizar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...
(Cury, 2004)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sometimes Somewhere .. um cheirinho









Tenha uma ideia original
Pegue na máquina fotográfica e solte a criatividade
Junte uma série de fotos e faça uma montagem criativa.
Adicione uma música a gosto e deixe marinar
Acerte os tempos com as imagens
Deite uma pitada de sal e
Apresente num congresso

Cores e tons


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Em busca de ideias.



Em busca de ideias
Numa busca criativa de iluminação
Ideias concretas e cientificas
Criatividade artística e ilusão
Isto de ser ciência e arte
Raciocínio e sentir
Sonho e realidade
É uma dualidade que se perde
é uma novidade que ha-de vir.








terça-feira, 21 de outubro de 2008

Preconceitos


Por vezes temos tendência a generalizar a partir do comportamento de alguém, para a sua classe, raça, estatuto etc. Talvez por ser mais fácil, categorizar as pessoas em classes do que ter o trabalho de analizar cada pessoa pela sua específicidade.

Assim baseados nessas ideias pré-concebidas que por vezes nem fomos nós que as formulámos, mas sim, aceitámos, rotulamos todos aqueles que conhecermos pertencentes a determinados grupos.

E quando é connosco? Quando é o nosso grupo social, estatura, altura, nacionalidade ou raça que está na berlinda? O que pensariam se fossem a um pais onde predominam loirissimos e fossem discriminados por serem morenos? O que sentiriam se fossem a um país onde os portugueses tenham uma história de imigração e vos olhassem de forma diferente, só porque eram daquela nacionalidade?


Neste exercício (imagem) , constavam pessoas de todas as nacionalidades que se encontram escritas. Cada elemento tinha de colar nas costas dos outros, estereotipos e preconceitos que tinham sobre as outras nacionalidades, não me lembro ao certo de tudo o que escreveram para os tugas mas pelo menos constavam estas:


- Preguiçosos
- Ciganos
- Barulhentos
- Pobres
- Sempre atrasados


E que tal? ;)


Não há nada como ver o que cada um é por aquilo que ele vale, pondo de parte ideias pré-formadas. Não há nada como nos deixarmos surpreender com o que cada pessoa tem para nos mostrar de sí.

domingo, 19 de outubro de 2008

Ventos que limpam e constroem


Se um remoinho pode adivinhar uma tempestade, será que uma tempestade na nossa vida pode trazer o sol ?

Não me parece um silogismo com lógica, qualquer professor de filosofia me reprovaria caso lhe apresentasse tal coisa nas tão longinquas aulas de 11 ano onde tinha sempre os silogismos certos (xiiiuuu).

Isto também não seria exactamente um silogismo, um (mais) (in) correcto seria qualquer coisa como:


Se um remoinho pode adivinhar uma tempestade

Se depois da tempestade pode vir o sol

Então um remoinho pode adivinhar o sol.


Por vezes aquilo que é chato ou stressante pode agravar, mas também se nos mantivessemos sempre na rotina, na inercia, no quotidiano, nunca evoluiriamos.

A tempestade destroi, mas o homem ve-se obrigado a (re) construir e reformular depois!

Por vezes é necessário que passe um furacão pelas nossas vidas para percebermos que há muito que deixavamos os dias arrastarem-se, que cada dia servia para esperar o outro e que isso não é viver.

Não posso deixar de reflectir sobre alguém que conheço e que neste momento está no meio do furacão. Mas ela ainda não teve tempo para limpar os estragos e começar a reconstruir. Ainda não se conseguiu por de fora da situação, num espaço abrigado e analisar tudo o que se passou, reflectindo sobre o que lhe pode trazer de bom, tantas coisas más que se passaram, nem que seja na sua forma de encarar a vida e de viver.

Quando as poeiras acentarem, concerteza que se vai tornar uma pessoa melhor e mais feliz. Sem dúvida!!

Cá estarei para aplaudir!!

sábado, 4 de outubro de 2008

Fresquinho #13

O ponto de virada no processo de crescimento é quando descobrimos o centro da força dentro de nós mesmos (...) (Max Lerner)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Step by step


Com pegadas traçamos o nosso caminho, recolhemos coisas, vemos imagens vamos aprendendo. Com pegadas vamos deixando rasto e marcas por onde passamos.
Mas, também podemos pensar quais os próximos passos a dar, desenhar os nossos pés em papeis coloridos e pensar por que caminhos vamos seguir no futuro, e assim traçar o nosso trilho, olhando para ele antes de o pisarmos, imaginando como será.
É um bom exercício para pensar em projectos futuros.
E é engraçado notar como os caminhos de pessoas tão diferentes por vezes se cruzam em locais tão inesperados, ou mesmo notar que por vezes as pegadas surgem em multidões, mas que cada uma tem uma determinada direcção e que cada uma encontrar á o seu caminho, ainda que, o seu percurso possa ser somente até ali ao lado.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Crise de 1/4 de Idade

Há quem diga que se costuma ter a crise da meia idade, pois deixem-me que postule que também há quem tenha a crise de 1/4 de idade!


Se a conduzir sou desorientada e me perco por ruas e ruelas ainda que tenha passado nos sitios antes, na vida tenho sabido sempre o que quero e qual o melhor caminho a seguir, mas ultimamente os meus caminhos estão cheios de estradas com placas assim:




Olho, descodifico, penso, sonho e tento tomar as decisões mais correctas.

Paro, arranco, buzino, escolho caminhos, escolho atalhos, recuo, avanço por caminhos mais longos, por outros esburacados, por auto-estradas. Às tantas vejo-me outra vez sem gasolina ou com um furo no pneu..

Ou mesmo a ter de consultar a bússola de novo!!

Como agora!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

Foca

Algures na Europa encontrei esta placa, que me mostrava o inicio de 10 dias de aprendizagem, aventura, reflexão e acima de tudo cultivo de mim e de quem eu sou.
Fiquei numa casa que não tinha água das 9h às 12h e das 16h às 20h, não havia camas suficientes para todos, alguns dormiam em colchões no chão.
A comida era do mais original - frango, almondegas, arroz, massa e douradinhos. Todos os dias já sabiamos que poderiamos contar com uma destas especialidades que a nossa cozinheira fazia para nós. Por vezes não havia comida suficiente para todos, pelo que alguns tinham de recorrer ao restaurante mais próximo para matar a fome.
As condições de higine também deixavam a desejar, quando havia água, tinhamos de lavar a loiça com àgua fria e tomar banho com um fio de água.
Todos os dias tinhamos aulas, e todos os dias aprendiamos mesmo fora delas. Houve algumas desistências nos primeiros dias, visto que havia pessoas que não souberam mesmo lidar com esta situação. Ficaram os resistentes, aprendemos a viver assim e a dar mais valor aquilo que temos.
Mas a grande aventura foi andar naquelas estradas em que uma curva vem atrás da outra e da outra e onde passam todos os tipos de veiculos,e o mais engraçado (ou não) é que se ultrapassam todos uns aos outros no meio daquelas curvas e por isso mesmo andam muito devagar pois a qualquer momento poderá vir um carro em sentido contrário. Não há auto-estradas neste pais e por isso têm de se adaptar ao que têm.
Também foi interessante conhecer pessoas que viveram lá e em paises que estiveram em guerra com a Bosnia. Conheci Servos, Macedónios, Bosnios, Croatas etc. Pessoas que viveram a guerra, que fugiram , que se refugiaram , que emigraram, que viram morrer pessoas das suas familias, que viram bombardear a casa dos vizinhos da frente e agradeceram por não ter sido a sua.
As paredes, mostram marcas de algo que se passou há 15 anos, marcas que por vezes ainda se encontram estampadas no rosto dos que habitam dentro dessas casas, marcas que se notam na sua forma de pensar e de viver determinadas situações.
Como poderiamos nós rejeitar totalmente as condições em que viviamos? Adaptei-me e aprendi a gostar de viver em Foca naqueles dias, sabendo que não iria ficar ali para sempre, pensando que realmente aquilo eram pormenores e que olhando em meu redor, dava todo o valor ao facto de em Portugal ter uma cama quente à minha espera, comida saudável e toda a água que eu quisesse.
Conheci diferentes culturas, pessoas especiais com vivências diferentes e percebi que nós os Tugas eramos os mais priveligiados dali, nós não vivemos guerra, nós não tivemos genocidio (como partilhou conosco uma menina do Burundi); nós não fomos bombardeados; nós vivemos num cantinho do céu como diz a minha avó e eu sublinho.

Cresci nestes 10 dias, pensei sobre muitas coisas, aprendi muitas outras, conheci pessoas interessantes e bebi a água de uma fonte em Sarajevo - que segundo a diz tradição - um dia vou lá voltar!